Atacante é um dos mais efetivos naquela região do campo. Portugal, por sua vez, tem mais força do outro lado. Jogo promete
Em duas rodadas de Copa do Mundo, a seleção brasileira mostrou que o seu lado direito está mais efetivo do que o esquerdo. Não à toa, dos cinco gols marcados até agora, quatro foram concluídos por lá. E quem aparece como “líder” do setor é Robinho, que aparentemente inicia sempre jogando pela esquerda.
Junto de Elano (desfalque) e de Maicon, o camisa 11 do Brasil é um dos que mais se movimentam por ali, como mostra o mapa de calor da Fifa (programa que indica o setor do campo em que o atleta ficou mais tempo). É verdade que Robinho ainda não balançou as redes, mas os números comprovam a sua intensa participação. São oito chutes a gol e 115 passes em duas partidas, comparável a um meia.
- Eu já estou acostumado a fazer isso no Santos. Se o Dunga precisar que eu trabalhe como meia também, eu estou preparado – disse Robinho recentemente.
Ainda segundo as estatísticas da Fifa, a seleção brasileira criou até aqui 28 jogadas de ataque, 12 delas pelo lado direito do campo. Outras dez pelo centro e apenas seis pela esquerda. Ao compararmos com a seleção portuguesa, adversária desta sexta-feira, os números se invertem. São 11 ataques pela esquerda, 11 pelo meio e só seis pela direita.
A tendência, portanto, é que na partida desta sexta-feira, às 16h (11h de Brasília), o setor direito do Brasil confronte muitas vezes com o esquerdo de Portugal, que tem por ali Coentrão, Raul Meireles e Hugo Almeida. Cristiano Ronaldo, por sua vez, tem atuado mais centralizado ou caindo pela direita, como mostra o mapa de calor.
Mas independentemente de esquerda ou direita, é certo que em campo estarão duas das seleções mais criativas até agora na Copa do Mundo. Até porque estão entre as que mais trocam passes. E nesse quesito, o aproveitamento do Brasil é muito bom.
Por exemplo, a seleção de Dunga acerta 83% dos passes que dá, contra 77% do time de Carlos Queiroz. A equipe verde e amarela tem também melhor aproveitamento em lançamentos, passes médios e curtos e em jogadas laterais. Portugal “vence” apenas nos cruzamentos, 28% contra 18%.

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