terça-feira, 15 de junho de 2010

Oscar está livre, mas São Paulo promete recorrer



Oscar está livre para negociar com qualquer clube, ao menos por enquanto. Por decisão da juíza Eumara Nogueira Borges Lyra Pimenta, da 40ª Vara do Trabalho, o vínculo entre o meia e o clube, então válido até dezembro de 2012, foi novamente cancelado. A decisão precisa ser publicada no Diário Oficial, o que tende a acontecer em até uma semana.

- É um caso que deflagrou a conduta equivocada do São Paulo. O Poder Judiciário decidiu com base nos fatos e no contexto do caso. Isso ratifica tudo aquilo que saiu no começo do ano. A decisão acolheu a tese que foi colocada em relação aos abusos cometidos pelo clube, então os erros se tornaram evidentes - afirmou André Ribeiro, advogado do jogador.

Apesar do otimismo de Ribeiro, o caso ainda cabe recurso, como aconteceu em decisão no fim do ano passado. Na época, o Tricolor, com um efeito suspensivo, conseguiu inverter a situação e o atleta teve de se reapresentar. Oscar chegou a voltar a treinar no clube, mas depois sumiu novamente e não deu mais notíciais.

O departamento jurídico do Sampa ainda continua confiante de que vai conseguiu mudar a situação. O meia procurou a Justiça em dezembro de 2009 para rescindir seu contrato. O jovem (18) alegou que, aos 16 anos, foi coagido pelo clube a assinar contrato, reclamando ainda de atraso nos pagamentos de salário e FGTS desde quando completou 16 anos e prorrogou seu vínculo.

No início do ano, Diogo e Lucas Piazon também entraram na Justiça contra o São Paulo. O primeiro, que já estava no futebol profissional, alegou atraso de salário após reajuste. O segundo, da base, pediu desligamento. Ambos retornaram ao Sampa e prorrogaram os respectivos contratos.

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