A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo confirmou a maior preocupação da torcida e dos críticos: Kaká não está bem. Dunga, que abriu mão do santista Paulo Henrique Ganso, já busca alternativas dentro do próprio time para reforçar a armação brasileira.
Elano, o “queridinho” do técnico, e Robinho, recuado no meio, foram a salvação contra a Coreia do Norte para fazer o meio funcionar.
Dunga não irá abrir mão do camisa 10. E conta com a evolução de Kaká, que não ficou os 90 minutos em campo na última terça-feira.
O treinador, já ciente do problema de armação, vê em Robinho sua grande alternativa. No amistoso de preparação, contra a Tanzânia, o camisa 11 virou um legítimo 10, armando e melhorando o passe no meio. A tática foi repetida no segundo tempo de terça.
O discurso de Dunga é em defesa do elenco. Não seria diferente.
– Tenho 23 jogadores, várias opções. Se fosse um jogador para fazer a função do Kaká era o Julio Baptista. Mas como estávamos ganhando e eles jogavam em linha, quis colocar um jogador de velocidade. Puxei Robinho, que estava se movimentando bem, conhece a posição – analisou o comandante.
Dunga vai insistir na ajuda de Robinho para “salvar” Kaká. Ao lado deles, o outro jogador que nunca deixou o técnico na mão é Elano, homem de confiança. Já foram oito gols do meia com o treinador.
Só Kaká (14), Robinho (19) e Luis Fabiano (19) marcaram mais desde 2006. Na terça, o camisa 7 disparou cinco vezes contra o gol dos norte-coreanos. E deixou a sua marca.
Na armação, Elano tem feito o lado direito funcionar em parceira com Maicon: é assim nos treinos, foi assim nos amitosos e o desempenho foi repetido já na estreia.
Com Robinho voltando para auxiliar os meias, o desafio para Dunga será não deixar Luis Fabiano isolado. O atacante segue seu pior jejum com a camisa da Seleção Brasileira: seis partidas em branco.
Dunga e o Brasil esperam pela reação de Kaká no domingo. Os “salvadores” Elano e Robinho estão a postos para ajudá-lo.
– Não tem problema nenhum. Eu já joguei nesta posição, se tiver de jogar mais vezes eu vou jogar – afirmou o camisa 11 da Seleção.
Números da dupla
Com Elano e Robinho juntos na Era Dunga, a Seleção conquistou 27 vitórias, cinco empates e duas derrotas. No período, Robinho fez 19 gols - é o artilheiro desde 2006, ao lado de Luís Fabiano. Elano marcou oito - fica atrás somente dos atacantes e de Kaká, que anotou 14.

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