De candidato a craque da Copa do Mundo à humilhante eliminação contra a Alemanha, Lionel Messi passou longe de repetir o feito de Diego Maradona em 1986. Jogou bem na primeira fase, mas sumiu no jogo decisivo. Deu passe para gols, mas não marcou o seu. O atual camisa 10 da Argentina pouco brilhou na África do Sul. Mas recebeu a defesa do eterno dono do número.
- Quem diz que Lio não veste a camisa é um estúpido – disse Maradona logo após a derrota de 4 a 0 para os alemães, defendendo Messi das críticas pela má atuação na Cidade do Cabo.
O craque do Barcelona começou a Copa dando a impressão que seria o dono da bola. Contra a Nigéria, só não balançou a rede porque esbarrou na “muralha” Enyeama, eleito o melhor em campo. Na segunda rodada, participou de três gols na vitória de 4 a 1 sobre a Coreia do Sul. Depois, usou a braçadeira de capitão e liderou o “mistão” de Maradona no 2 a 0 contra a Grécia.
Um pouco mais recuado, Messi voltou a passar em branco contra o México, quando Tevez (duas vezes) e Higuaín garantiram os hermanos nas quartas. A partida contra a Alemanha era a oportunidade perfeita para o camisa 10 honrar o título de melhor do mundo em 2009. Mas sumiu. Arriscou chutes de fora da área, sem sucesso. Cobrou mal as faltas. Deu poucos passes precisos. E terminou o Mundial sem comemorar um gol e sem falar com a imprensa: passou direto pela zona mista do Green Point, onde os jogadores conversam com os jornalistas após as partidas nos estádios.
- Ele não marcou porque quando chutava a bola subia demais, ou então porque o goleiro pegava – analisou Maradona, enxergando o óbvio.

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