sábado, 3 de julho de 2010

Campeão da Copa das Confederações naufraga outra vez em um Mundial



Maldição' do torneio preparatório continua viva: dono do título sempre fracassa na Copa do Mundo seguinte. Vítima da vez foi a seleção brasileira

O dia 28 de junho de 2009 parecia ser um bom presságio para a seleção brasileira. Às 22h30m de Joanesburgo (17h30m de Brasília), o escrete verde-amarelo conquistava seu terceiro título da Copa das Confederações, em uma marcante virada sobre os Estados Unidos. A vitória por 3 a 2 no Ellis Park era a conquista mais importante do trabalho do técnico Dunga desde sua chegada ao posto.

Pouco mais de um ano depois, no dia 2 de julho de 2010, as esperanças brasileiras para o hexa naufragaram após uma derrota para a Holanda por 2 a 1 em Porto Elizabeth, nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. A precoce eliminação manteve o tabu: nunca um campeão da Copa das Confederações levou em seguida o caneco no Mundial da Fifa.

Essa maldição começou em 1992, na primeira edição da Copa Rei Fahd, na Arábia Saudita. Na ocasião, a Argentina sagrou-se campeã do torneio, mas fracassou na Copa de 1994, que teve até caso de doping de Maradona. Antes da edição de 1998, dois torneios foram disputados, com títulos de Dinamarca e Brasil. Mas a França seria campeã em casa no Mundial.

A Fifa abraçou o torneio em 1997 e realizou a edição seguinte no México, com vitória do time da casa. Em 2001, a entidade passou a usar a Copa das Confederações como evento-teste da Copa do Mundo. E na Coreia do Sul e no Japão deu França. Um ano depois, o Brasil assegurava o pentacampeonato no primeiro Mundial disputado na Ásia.

A França voltaria a ser campeã da Copa das Confederações em 2003, na última edição realizada em intervalos de dois anos. Na Alemanha, em 2005, o Brasil ganhou sua segunda taça, mas viu a Itália ganhar o tetra no Mundial um ano depois, na final em Berlim. Em 2009, a seleção verde-amarela voltou a ser campeã, desta vez na África do Sul, mas já sabemos o fim triste da história.

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