O técnico Adilson Batista saiu do comando do Corinthians neste domingo, após a derrota por 4 a 3 para o Atlético-GO, no Pacaembu. O treinador não resistiu à pressão e deixou a equipe, que vive má fase no Campeonato Brasileiro - somou apenas dois pontos dos últimos 15 disputados.
"Vamos pensar com calma. Temos que pensar no interesse do Corinthians em encontrar um nome que comande a equipe a partir de amanhã (segunda). Quando tivermos nome do novo técnico, faremos a comunicação para todos", disse Mário Gobbi, diretor de futebol do clube alvinegro, em entrevista nos vestiários do Pacaembu.
O dirigente ainda fez questão de afirmar que a saída do técnico foi consensual. "Adilson é uma cabeça muito privilegiada, uma pessoa muito especial. Ele entendeu que neste momento seria melhor tomarmos este caminho (de deixar o clube) e nós, de comum acordo, aceitamos e conduzimos o processo dessa forma. Deixo um grande abraço a ele. Um dia ele voltará", disse Gobbi.
Ao ser questionado sobre a decisão de Adilson de "abandonar o barco", o diretor de futebol ficou irritado e voltou a enaltecer o treinador. "Isto não foi uma fuga. Queria eu ter a coragem de Adilson Batista. Pelo amor de Deus. Cuidado com as palavras. Foi uma decisão madura, de alto nível", concluiu.
Com a difícil missão de substituir Mano Menezes, que assumiu a Seleção Brasileira, Adilson estreou no Corinthians no dia 1º de agosto, com empate por 1 a 1 com o Palmeiras, em clássico no Pacaembu.
À frente da equipe alvinegra, o ex-zagueiro obteve sete vitórias, quatro empates e seis derrotas (aproveitamento de 49%), com o time marcando 33 gols e sofrendo 23. Ele deixa o Corinthians na terceira colocação do Campeonato Brasileiro, com 49 pontos, a cinco do Cruzeiro, que está em primeiro e tem um jogo a mais.

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