
Botafogo e Vasco empataram em 1 a 1 na noite deste domingo no Engenhão, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Mas o nome do jogo não vestiu a camisa de nenhum dos times. O árbitro Carlos Eugênio Simon, que vai representar o Brasil na Copa do Mundo, ficou sob os holofotes ao marcar um pênalti duvidoso e deixar de dar uma penalidade clara, ambos a favor do Botafogo, e anular um gol vascaíno.
Com a bola rolando, destaque para o belo gol do lateral cruzmaltino Ernani, que fez fila antes de balançar a rede. Herrera, de pênalti, igualou para os alvinegros.
Com o resultado, o time de General Severiano foi a oito pontos, ficou na quinta posição e perdeu a chance de se aproximar do líder Corinthians, que soma 13. Já o Vasco, com cinco, ocupa a 16ª colocação e segue como o pior carioca na competição.
“Ficou de bom tamanho. Eles têm um time forte e estavam em casa”, avaliou Rafael Carioca. O meia Lucio Flavio não gostou do resultado. “Acabou sendo ruim para os dois. Em campeonato de pontos corridos não é legal perder pontos, ainda mais em casa”, frisou.
O jogo começou cheio de alternativas. Em sete minutos, Herrera, pelo Botafogo, e Nilton, pelo Vasco, tiveram chances claras para marcar, mas desperdiçaram. Aos dez, polêmica. Lucio Flávio arrancou e saiu na frente de Fernando Prass. Quando se preparou para finalizar, foi tocado no pé por Cesinha e caiu dentro da área. Mesmo bem posicionado, o árbitro Carlos Eugênio Simon interpretou como simulação e mandou a partida seguir.
Após um início de tirar o fôlego, as equipes passaram a cometer erros excessivos no meio de campo e, com isso, o jogo entrou em um marasmo que começava a irritar os torcedores. Contudo, aos 26, o criticado Ernani tomou para si a missão de abrilhantar o espetáculo. Em jogada individual, invadiu a área, deixou Fábio Ferreira a ver navios e tocou no canto esquerdo de Jefferson.
O Vasco seguiu melhor no jogo e Philippe Coutinho ganhou mais confiança para tentar jogadas individuais. Após cobrança de escanteio, porém, a bola acabou batendo na mão de Nilton, que estava caído. Simon, cheio de convicção, assinalou pênalti. Na cobrança, Herrera tocou no canto esquerdo de Fernando Prass, que voou para o outro lado: 1 a 1.
No intervalo, Celso Roth teve de tirar Cesinha, com o tornozelo torcido, e colocar Titi em campo. Com o jogo reiniciado, o Vasco partiu para cima e fez um gol aos 5 minutos, após tabela entre Elton e Jeferson. Contudo, a arbitragem viu puxão do atacante sobre o zagueiro, no momento da preparação da jogada, e anulou o lance.
Fora isso, a segunda etapa apresentou um futebol menos criativo e empolgante. Não que o primeiro tempo tivesse sido de grandes emoções, mas o ritmo lento do Botafogo e a falta de tranquilidade dos cruzmaltinos, no momento dos contra-ataques, faziam a partida se arrastar de forma sonolenta.
Como Jeferson, cansado, já não tinha a mesma mobilidade de antes, Celso Roth o tirou de campo e promoveu a entrada de Magno. A ordem: cair pelos lados do campo, dando suporte aos laterais. Pelo lado alvinegro, o jovem Caio, improdutivo, deu ligar a Renato Cajá. Contudo, as alterações não mudaram o panorama.
A partida caminhou a passos lentos até o apito final. De bom, os gols e algumas jogadas escassas. No mais, as torcidas não tiveram muito o que comemorar ou comentar. As vaias e caras de insatisfação emolduraram o fim do jogo.
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